Municípios brasileiros entram na revisão dos ODS de água e saneamento, e a ABM acompanha na ONU
ABM acompanha em Nova Iorque a revisão dos ODS de água, saneamento e cidades, no ano em que o Brasil apresenta seu relatório nacional
Água potável, saneamento e cidades resilientes voltam ao centro do debate global esta semana e a ABM está em Nova Iorque acompanhando tudo de perto. A associação participa do High Level Political Forum on Sustainable Development (HLPF), a principal plataforma das Nações Unidas para acompanhar a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que acontece de 7 a 15 de julho em Nova Iorque, sob a coordenação do Conselho Econômico e Social (ECOSOC).
A representação da ABM está a cargo de Juliana Rossi, assessora de Relações Governamentais, que acompanha as discussões sobre água, saneamento e clima. São pautas que definem essa edição do Fórum, dedicada à revisão aprofundada de cinco objetivos, entre eles o ODS 6, sobre água e saneamento, e o ODS 11, sobre cidades e comunidades sustentáveis. Ambos tocam diretamente a realidade das prefeituras brasileiras, porque é no território que essas metas se cumprem ou ficam no papel.
O peso do encontro cresce em 2026 por um motivo específico para o Brasil. O país está entre os 36 que apresentam neste ano o Relatório Nacional Voluntário, o VNR, documento em que cada nação presta contas do próprio avanço rumo à Agenda 2030 diante da comunidade internacional. É o momento em que a perspectiva municipalista precisa estar evidente, já que boa parte das metas depende da capacidade de execução dos governos locais.
Por que o local decide o global
A agenda desta edição do HLPF expõe uma premissa já defendida pela ABM. Água, saneamento básico e adaptação climática não são desafios abstratos de política internacional, eles se materializam na rua, no bairro, na rede de esgoto e no plano de contingência de cada município. Quando a ONU revisa o ODS 6 ou o ODS 11, está revisando, na prática, o que prefeitos e secretários enfrentam todos os dias com orçamento apertado e uma demanda crescente nesses setores.
Para Juliana Rossi, “os compromissos da Agenda 2030 são assumidos nos fóruns internacionais, mas é nos governos locais, nos municípios, que essa agenda gera o maior impacto. É na ponta que conseguimos mobilizar todos os setores sociedade civil, governos, setor privado em torno dos ODS. Nossa presença no HLPF existe para garantir que essa realidade, a de quem coloca os ODS em prática, esteja representada da formulação à execução, no dia a dia dos brasileiros e das brasileiras”. – pontua.
O HLPF segue até 15 de julho, com o segmento ministerial de alto nível nos últimos três dias. A ABM acompanha os desdobramentos e levará aos municípios brasileiros o que sair de Nova Iorque, com atenção especial aos compromissos ligados a água, saneamento e clima, bem como outros que forem necessários para a discussão e deliberação que impactam os municípios brasileiros.






