Mutirão: grupo de pessoas que se reúnem para trabalhar em benefício de uma comunidade inteira. É uma palavra antiga, nascida no campo, mas que encontrou novo sentido no dia 20 de maio, na sede da ABM, em Brasília.
O encontro Agenda Climática Municipal: Entre Desafios e Oportunidades de Financiamento reuniu cerca de 80 participantes entre prefeitas, prefeitos, gestores locais e representantes de instituições estratégicas para um debate político de alto nível sobre os caminhos da implementação climática nos municípios brasileiros. A iniciativa integra o programa Mutirão Brasil, coordenado pela C40 Cities e pelo Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia (GCoM).
A mesa de abertura reuniu parcerias estratégicas da agenda climática e do desenvolvimento municipal. Maria Fernanda Coelho, Presidente da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), destacou a relevância do encontro: “É muito importante a ABM e os parceiros estratégicos estarem aqui nesse momento discutindo formas de enfrentamento aos efeitos climáticos extremos. Mais de 90% de todo o crédito aos municípios brasileiros faz parte do nosso sistema.” Também estiveram presentes Lenildo Morais, Presidente da FUNASA, Inamara Melo, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), e Hélinah Cardoso, da C40/GCoM.
No painel político, gestores e gestoras municipais de diferentes regiões compartilharam os desafios reais dos seus territórios. A fala da Secretária de Planejamento de Jacareacanga/PA, Edileuza Viana, sintetizou o espírito do encontro: “O território precisa ser escutado.” A rodada das prefeituras reuniu relatos sobre desafios urgentes, experiências locais e demandas ao Governo Federal, reforçando o papel da ABM como espaço de articulação federativa e liderança na agenda climática municipal.
O encontro reafirmou o compromisso da ABM com a pauta climática municipal, com as prefeituras e com as parcerias que viabilizam a ação concreta nos territórios. É nessa intermediação, entre a realidade local e as oportunidades de financiamento, entre as demandas dos gestores e as políticas em nível federal e internacional, que a ABM atua. E foi exatamente esse espírito que tomou conta do auditório: o de um mutirão, onde cooperação não fica apenas no discurso.
Municípios de regiões distintas, instituições públicas e parceiros estratégicos de alcance global sentados na mesma mesa, porque escutar os territórios e construir junto são condições para que a agenda climática funcione de verdade.






