BRASÍLIA – A Associação Brasileira de Municípios (ABM) participa hoje e amanhã, 7 e 8 de maio, do 3º Encontro do Programa Cidades Verdes Resilientes: Enfrentando o Calor Extremo com Soluções Baseadas na Natureza (SBNs), em Brasília. O evento, promovido pelos Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, (MMA), Ministério das Cidades (MCID) e Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação(MCTI), reúne gestores municipais, representantes do Governo Federal, além de parceiros nacionais e internacionais em torno de um tema central: o enfrentamento do calor urbano extremo com Soluções Baseadas na Natureza.
No encontro a entidade é representada por Eduardo Tadeu, Diretor Executivo da ABM, por Zelmute Marten, Prefeito de São Lourenço do Sul/RS e Vice-Presidente de Cidades Resilientes da ABM. A associação também é representada por Daniela Monteiro, Assessora de Mudanças Climáticas e Relações Internacionais e por Amanda Rocha, Assistente de Mudanças Climáticas, ambas terão participação nos workshops temáticos do encontro, fortalecendo a capacidade técnica e a rede de cooperação da ABM nesta pauta.
Para a ABM a pauta climática é pauta municipal
A presença da ABM no PCVR reflete o entendimento de que o calor extremo é, antes de tudo, um problema que afeta diretamente os municípios. São as prefeituras que recebem a pressão nos serviços de saúde, na infraestrutura e nas comunidades mais vulneráveis quando as temperaturas sobem. E são os gestores locais que precisam encontrar saídas, com ou sem recursos suficientes para isso.
O encontro apresenta instrumentos do Governo Federal que afetam diretamente os municípios, como o Edital ArborizaCidades, o Cadastro Ambiental Urbano Geoespacial (GEOCAU) e o Plano Nacional de Arborização Urbana. A programação de dois dias inclui sessões sobre uso de dados, planejamento local para o calor, Soluções Baseadas na Natureza e oportunidades de financiamento climático, com a participação de bancos públicos como BNDES, Caixa Econômica Federal e a Agência Francesa de Desenvolvimento.
Para Daniela Monteiro, Assessora de Mudanças Climáticas e Relações Internacionais da ABM, a pauta é necessária e o momento é propício: “Estamos num momento em que o Brasil tem políticas federais, recursos e atenção internacional voltados para a agenda climática. Para os municípios, perder essa janela é um risco real. Integrar o clima ao planejamento local hoje é o que vai definir quais cidades estarão preparadas para o que vem pela frente.”
O que a ABM oferece aos municípios na pauta climática
A ABM tem construído um portfólio de iniciativas que conectam os municípios brasileiros, especialmente os de menor porte, às ferramentas e parcerias necessárias para atuarem na agenda climática.
Por meio da Rede Clima Municipal, desenvolvida em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), a associação apoia municípios com até 50 mil habitantes na elaboração de Planos Municipais de Adaptação Climática, com consultoria técnica gratuita. O foco é integrar a gestão de riscos de desastres e a saúde ambiental às políticas de saneamento básico, para que cidades com menos estrutura e capacidade técnica também consigam avançar em resiliência. O projeto está em andamento e já iniciou as visitas aos municípios do norte ao sul do país.
No campo da articulação internacional, a ABM sedia o Help Desk (HD) e é coordenadora nacional do Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia (GCoM) no Brasil e na América Latina, posicionando os municípios brasileiros dentro da maior aliança global de compromissos climáticos locais.
A entidade também integra o rol de parceiros institucionais do Programa Mutirão Brasil, iniciativa da rede C40 em parceria com o GCoM. O programa apoia cidades brasileiras na transformação de compromissos climáticos em projetos viáveis e prontos para implementação, mobilizando apoio técnico, institucional e acesso a financiamento para áreas como mobilidade de baixo carbono, gestão de resíduos, planejamento climático e uso de dados.
A ABM atua como ponte entre as políticas nacionais, internacionais e a realidade dos territórios brasileiros. Tanto na elaboração de planos de adaptação, na articulação com redes internacionais quanto no acesso a financiamento, o trabalho é garantir que a agenda climática chegue a todos os municípios, não apenas aos que já têm estrutura para buscá-la.






