Rede Clima Municipal intensifica atividades de capacitação na Região Sul
A Rede Clima Municipal segue em atividade na Região Sul do Brasil, com uma agenda que combina visitas de acompanhamento, capacitações e mobilizações no território. Nas últimas semanas, a equipe técnica do programa realizou atividades presenciais nos municípios de Cerrito, Hulha Negra, Candiota, Canguçu, Cristal, São Lourenço e Turuçu, aproximando o apoio da Associação Brasileira de Municípios (ABM) das cidades que participam da iniciativa.
Para Dany Silbermann, Assessor Técnico para Planejamento Urbano e Regional da Rede Clima Municipal, “a partir dessas capacitações, os nove municípios avançam na elaboração de seus Planos Locais de Adaptação Climática, estruturados em três etapas complementares. A primeira corresponde ao diagnóstico, que busca compreender a situação atual de cada município diante das mudanças climáticas e dos eventos extremos, identificando impactos já observados, riscos futuros, vulnerabilidades e capacidades existentes para prevenção, preparação e resposta”.
A presença constante nos territórios cumpre a missão de dar celeridade aos instrumentos previstos na rede, com destaque para o apoio na elaboração do Plano Local de Adaptação Climática, que orienta as ações estruturadas de mitigação e adaptação em cada município. O acompanhamento próximo permite que a equipe mantenha a articulação técnica ativa entre uma capacitação e outra, garantindo continuidade do trabalho junto aos gestores locais.
O trabalho no Sul ganha relevância diante do cenário climático atual. Mesmo sob a influência do Super El Niño, que já tem provocado transtornos nas cidades gaúchas, os municípios seguem avançando no planejamento de alternativas de adaptação ao lado da equipe da Rede Clima Municipal, transformando a resposta a eventos extremos em planejamento estruturado. Diante desse cenário, Silbermann pontua: “No Rio Grande do Sul, esse trabalho é especialmente relevante diante dos extremos relacionados à água: tanto o excesso, associado a chuvas intensas, alagamentos e inundações, quanto a escassez, expressa em períodos de seca e estiagem. Além disso, outros eventos extremos, como vendavais, granizo e tornados, reforçam a necessidade de ampliar a capacidade de prevenção e adaptação dos municípios.”
Gardel Melo, ponto focal da Rede Clima Municipal da Região Sul, reforça que essa atuação mais próxima dos territórios gaúchos, como parte da estratégia do projeto reafirma que “a presença nos territórios cumpre a missão de dar celeridade aos instrumentos previstos na Rede Clima Municipal através de um ponto focal dedicado para esta região”, pontua.
Realizado pela ABM em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), a Rede Clima Municipal apoia prioritariamente cidades de pequeno porte no fortalecimento de capacidade técnica para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas. A atuação nos territórios aproxima o programa da realidade de cada município e garante que o planejamento saia do papel e chegue à ponta.






