Author - portos

Petrobras e PNUD abrem inscrições de curso a distância sobre a Agenda 2030 e os ODS para 116 cidades

Foto: Guilherme Larsen / PNUD

 

Aprimorar os conhecimentos de gestores públicos, de representantes da sociedade civil organizada e do setor privado em 116 municípios do país para fortalecer políticas e ações que promovam a implementação dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, por meio do “Projeto de Territorialização e Aceleração dos ODS”. Esse será o foco do curso “Integrando a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e os ODS”, que será lançado no próximo mês. Após o curso, os participantes estarão aptos a formular ações e iniciativas para a adoção, no âmbito local, de iniciativas para a erradicação da pobreza, o crescimento econômico inclusivo e a sustentabilidade ambiental, de forma integrada. A iniciativa faz parte de um projeto conjunto de cooperação entre a Petrobras eo PNUD.

Dividido em quatro módulos, o curso será disponibilizado na modalidade a distância, por meio de plataforma online e tem como público-alvo 116 municípios com operação da Petrobras, em 14 estados brasileiros, nas cinco regiões do país. O curso foi elaborado com base em diagnósticos de capacidades e demandas dos municípios envolvidos no projeto. A estimativa é de que, por meio dessa ação, mais de 2.300 alunos (uma média de 20 por cidade) participem da ação.

No “Módulo 1”, os alunos serão apresentandos aos principais conceitos sobre desenvolvimento sustentável, o processo internacional que levou à adoção da Agenda 2030 e quais os principais conceitos e desafios para o cumprimento dos 17 ODS. Na segunda etapa, serão apresentados conteúdos e ações sobre o planejamento local para a implementação das metas da Agenda 2030, com exemplos práticos no Brasil. No “Módulo 3”, os mecanismos e práticas internacionais, nacionais e locais serão abordados como forma de promover o conhecimento sobre o monitoramenteo da Agenda, com foco em dados e indicadores. No último módulo, os alunos terão informações sobre o processo de formação de parcerias para o alcance do desenvolvimento sustentável nos próximos anos.

Todo o conteúdo do curso será apresentado por meio de diferentes mídias. Vídeos interativos, animações, gráficos e entrevistas farão parte do material. Também serão disponibilizados conteúdos de apoio para os alunos: documentos oficiais, vídeos sobre a Agenda 2030 e indicação de leituras. A interação com os participantes será por meio de sessões de perguntas e respostas com instrutores do curso, em cada módulo. Aos alunos que completarem o curso, com duração de aproximadamente doze horas, serão disponibilizados certificados de participação, emitido pelo PNUD, após a aprovação do trabalho final.

Apresentando por colaboradores do PNUD que trabalham com a implementação da Agenda 2030 e a territorialização dos ODS, o curso também terá a participação de representantes de diferentes segmentos: setor privado, sociedade civil e governos. Representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC); da Secretaria de Governo da Presidência da República; do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA); da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP); da Confederação Nacional dos Municípios (CNM); da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP); da Rede Brasil do Pacto Global, e da Rede ODS Brasil, além de colaboradores do PNUD e da Petrobras, também deram depoimentos, no curso, sobre iniciativas e ações para a implementação da Agenda 2030 no país.

 

Serviço

O curso é voltado especificamente aos governos municipais, organizações da sociedade civil e empresas privadas dos municípios contemplados pelo projeto. A lista das cidades participantes pode ser conferida abaixo:

 

 

UF

PROJETO TERRITORIALIZAÇÃO E ACELERAÇÃO
DOS ODS (PNUD | PETROBRAS)
MUNICÍPIOS PARTICIPANTES
ALCoruripe, Jequiá da Praia, Piaçabuçu, Pilar e São Miguel dos Campos.
AMCoari e Manaus.
BAAlagoinhas, Araçás, Candeias, Catu, Entre Rios, Pojuca, Salvador, São Francisco
do Conde e São Sebastião do Passé.
CEFortaleza e Icapuí.
ESAnchieta, Aracruz, Conceição da Barra, Itapemirim, Jaguaré, Linhares, Marataízes,
Presidente Kennedy, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória.
MGBetim, Brumadinho, Contagem, Ibirité, Mário Campos, São Joaquim de Bicas e Sarzedo.
PECabo de Santo Agostinho e Ipojuca.
PRAraucária, Balsa Nova, Campo Largo, Curitiba e São Mateus do Sul.
RJAngra dos Reis, Araruama, Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Cabo Frio,
Cachoeira de Macacu, Campos dos Goytacazes, Carapebus, Casimiro de Abreu,
Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Macaé, Magé, Mangaratiba, Maricá, Paraty, Quissamã, Rio das Ostras, São Francisco de Itabapoana, São Gonçalo, São João da Barra e Saquarema.
RNAlto do Rodrigues, Areia Branca, Carnaubais, Guamaré, Macau, Mossoró e Serra do Mel.
RSCanoas e Esteio.
SCItajaí e Navegantes.
SEAracaju, Barra dos Coqueiros, Brejo Grande, Carmópolis, Divina Pastora, Estância, Indiaroba, Itaporanga D’Ajuda, Japaratuba, Laranjeiras, Maruim, Nossa Senhora do Socorro, Pacatuba, Pirambu, Riachuelo, Rosário do Catete, Santa Luzia do Itanhy, São Cristovão e Siriri.
SPBertioga, Cananéia, Caraguatatuba, Cubatão, Guarujá, Iguape, Ilha Comprida,
Ilhabela, Itanhaém, Mauá, Mongaguá, Paulínia, Peruíbe, Praia Grande, Santos,
São José dos Campos, São Sebastião, São Vicente e Ubatuba.

Para fazer o download da lista dos municípios contemplados no projeto, clique aqui.

As inscrições devem ser feitas por meio dos seguintes links:

Representantes do setor privado dos 116 municípios: https://pt.surveymonkey.com/r/SPS22LF

Representantes de prefeituras dos 116 municípios: https://pt.surveymonkey.com/r/RFKFHXN

Representantes de organizações da sociedade civil dos 116 municípios: https://www.surveymonkey.com/r/9MMGKFM

*Após a inscrição, os alunos receberão, a partir da segunda quinzena de julho, as informações para login e senha no curso.

 

Fonte: PNUD

> Leia Mais...

ONU Mulheres tem plataformas de apoio à gestão pública sobre direitos das mulheres

Prefeituras e governos estaduais e federal contam com duas plataformas de apoio à gestão governamental com enfoque na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, desenvolvidas pela ONU Mulheres Brasil.

As ferramentas de apoio à administração pública foram desenvolvidas para facilitar a resposta de governos aos 17 Objetivos Desenvolvimento Sustentável (ODS), beneficiando homens e mulheres a partir de políticas, programas e investimentos públicos voltados à igualdade em municípios, estados e em todo o país.

Manifestação durante o Dia Internacional das Mulheres em São Paulo (SP) em 2019. Foto: Ian Maenfeld (CC)

Manifestação durante o Dia Internacional das Mulheres em São Paulo (SP) em 2019. Foto: Ian Maenfeld (CC)

Prefeituras e governos estaduais e federal contam com duas plataformas de apoio à gestão governamental com enfoque na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, desenvolvidas pela ONU Mulheres Brasil.

As ferramentas de apoio à administração pública foram desenvolvidas para facilitar a resposta de governos aos 17 Objetivos Desenvolvimento Sustentável (ODS), beneficiando homens e mulheres a partir de políticas, programas e investimentos públicos voltados à igualdade em municípios, estados e em todo o país.

São ações que podem ser adotadas: criar orçamento específico para alcançar os objetivos, alinhar as políticas do governo à Agenda 2030 para eliminação das desigualdades de gênero, aumentar o apoio para organizações de mulheres, promover a participação das mulheres na elaboração das políticas públicas, assegurar o monitoramento sistemático dessas ações e monitorar o progresso na vida de homens e mulheres com base em políticas e investimentos públicos.

As duas plataformas Cidade 50-50, lançada em 2016, e Brasil 50-50, ativa desde 2018, propõem ciclo de compromisso público entre lideranças, autoridades públicas e população com os direitos das mulheres, igualdade de gênero e sustentabilidade do início da apresentação de candidatas e candidatos à administração pública – para elaboração de programas de governos com atenção aos direitos das mulheres –, até o encerramento da gestão no Executivo municipal, estadual ou federal.

“Com os ODS, os governos do mundo são convidados a traçar planos e políticas que beneficiem toda a população e para não deixar ninguém para trás do desenvolvimento. Assegurar os direitos das mulheres implica estabelecer planos de governos precisos e, muitas das vezes, arrojados para que sejam realmente eliminados os obstáculos que impedem as mulheres de acessar direitos e cidadania por meio de políticas públicas e programas sociais”, afirma a representante interina da ONU Mulheres Brasil, Ana Carolina Querino.

Com mais de 208 milhões de habitantes, sendo 52% de mulheres e 48% de homens, o Brasil apresenta dados elevados de desigualdades de gênero. A renda média de mulheres é de 2.050 reais, enquanto a de homens é de 2.579 reais. Enquanto a média mundial é de parlamentos compostos em 23,5% por mulheres; no Brasil, a representação política das mulheres é de 15% para a Câmara dos Deputados e de 14,8% para o Senado.

Alterar essa realidade desigual e alcançar oportunidades e direitos iguais são propósitos da iniciativa internacional “Por um planeta 50-50 em 2030: um passo decisivo pela igualdade de gênero“, elaborada pela ONU Mulheres e apoiada por mais de 90 países, entre os quais o Brasil, com enfoque na Agenda 2030.

No Brasil, a iniciativa foi adaptada à realidade do país e vem sendo discutida por gestores e gestoras de governos estaduais e municipais para implementação local. De acordo com Ana Claudia Pereira, gerente de Projetos da ONU Mulheres para Normas Globais, Governança, Liderança e Participação Política, o primeiro passo é desenvolver projetos-piloto com parcerias governamentais e consolidar os modelos de gestão mais adequados com base nesses projetos, divulgá-los em âmbito nacional e internacional e, por último, promover intercâmbio de experiências com os outros países.

“Esperamos ter muito sucesso com o programa, pois vai servir de exemplo nacional e internacional, mostrando que é possível, com poucos recursos ou redirecionamento de recursos, fazer políticas que beneficiem homens e mulheres e que os considerem igualmente”, considera.

Cooperação técnica e assessoria especializada

O município de Itabira (MG) e o estado de Alagoas são os primeiros a iniciarem negociações para adesão às plataformas de apoio à gestão governamental sobre direitos das mulheres, igualdade de gênero e sustentabilidade.

Ana Claudia ressalta que “a adesão de estados, cidades e municípios é importante, pois demonstra uma vontade no país de trabalhar esse tema, que estamos respondendo a essa demanda da população e que há pioneiros nesse trabalho”.

Além das desigualdades de gênero, raça e etnia verificada em dados sociodemográficos, a população também sinaliza a compreensão dessa realidade e tem expectativas de mudanças por meio de políticas e investimentos públicos com enfoque em gênero e sustentabilidade.

“Se a política não conseguir enxergar essa porção da população excluída e que precisa ser atendida com urgência, a política não vai funcionar. Nos dados vai ser observado que o país não avançou tudo que podia ter avançado, porque não olhou para as mulheres”, constata Ana Claudia Pereira.

Opinião pública e políticas focalizadas

Duas pesquisas de opinião pública Ibope/ONU Mulheres apuraram a percepção pública de brasileiros e brasileiros acerca de políticas focalizadas com base na igualdade de gênero. No ano de 2016, 75% dos brasileiros e brasileiras consideram de grande ou extrema importância que gestores, gestoras, legisladores e legisladoras desenvolvam políticas de promoção da igualdade entre mulheres e homens. Considerando-se apenas as mulheres, esse número cresce para 78%, enquanto entre os homens é de 71%.

Indicador de demanda por equidade de gênero em políticas

Para chegar ao inédito indicador de demanda por equidade de gênero nas cidades, as pessoas entrevistadas responderam sobre que grau de importância vereadoras, vereadores, prefeitas e prefeitos devem dar a três dimensões: mesma oportunidades de acesso e desenvolvimento na educação e na cultura; no mercado de trabalho e mesmos salários; e de atuação nos partidos políticos e nos governos.

Para 77% são muito/extremamente importantes políticas públicas que incentivem as mesmas oportunidades de acesso e desenvolvimento na educação e na cultura. Setenta e oito por cento consideram muito ou extremamente importante que as prefeituras e câmaras municipais promovam políticas que incentivem o acesso de mulheres e homens as mesmas oportunidades de trabalho e mesmos salários. Sessenta e nove por cento consideram muito/extremamente importante que prefeitos/as, prefeitas, vereadoras e vereadores promovam políticas visando assegurar oportunidades iguais de atuação em partidos políticos e governos para mulheres e homens.

Colaboração entre União, estados e municípios

Em 2018, 81% consideram na pesquisa ser extremamente importante que o Executivo federal estimule o acesso de mulheres e homens às mesmas oportunidades de trabalho e mesmos salários. Em relação ao transporte público, 77% das pessoas entrevistadas consideram que deve ser de alta importância o governo federal fazer parcerias com estados e municípios para garantir transporte público de qualidade. No que se refere à educação pública, 83% avaliam ser de extrema importância o governo auxiliar os municípios na ampliação do número de vagas em creches.

ODS e a igualdade de gênero

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável são compromissos abrangentes, transversais e profundos, ou seja, se cumpridos, podem alterar profunda e positivamente a sociedade. Para que isso ocorra, benefícios devem ser alcançados igualmente para homens e mulheres. Apesar de existir o ODS 5, específico sobre igualdade de gênero, as mulheres estão presentes nas metas e indicadores de todos os demais 16 objetivos globais.

Um dos desafios da ONU Mulheres é a transversalização de gênero e a interseccionalidade nos ODS, ou seja, contemplar todas as mulheres e suas diferenças, que envolvem, entre muitos outros aspectos, classe, raça, etnia, cultura, localização geográfica, estado civil, religião, orientação sexual e identidade de gênero, idade e nacionalidade.

Confira:

Fonte: Nações Unidas Brasil

> Leia Mais...

ODS EM PAUTA – Compartilhando boas práticas nas plataformas digitais

Em reunião realizada hoje, dia 26, a Associação Brasileira de Municípios – ABM, em parceria a Escola Nacional de Administração Pública – ENAP, apresentou a plataforma do Observatório de Políticas Públicas – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – Nova Agenda Urbana, durante o evento ODS em Pauta, realizado na sede da ENAP.

Em sua fala, Eduardo Tadeu Pereira, Coordenador do Projeto Parceria pelo Desenvolvimento Sustentável da ABM, fez um relato sobre o andamento do Projeto e apresentou diversas experiências municipais obtidas após a realização das oficinas previstas no projeto, as quais estão sendo catalogadas na plataforma do Observatório.

O evento contou com a participação de diversas instituições que trabalham com os ODS, como o Iclei, Cidades Sustentáveis e o PNUD.

Saiba mais sobre o Observatório: https://abm.org.br/ods/observatorio

O projeto Parceria pelo Desenvolvimento Sustentável

O “Parceria pelo Desenvolvimento Sustentável – Projeto pelo Fortalecimento dos Municípios para a Promoção da Agenda 2030 e da Nova Agenda Urbana” é uma iniciativa da Associação Brasileira de Municípios (ABM), com financiamento da União Europeia no Brasil. Ao longo de três anos, serão desenvolvidas ações gratuitas com o objetivo de contribuir para a participação ativa e o aumento da capacidade das autoridades e gestores locais na coordenação e promoção de ações, planos e projetos de desenvolvimento territorial local, mediante processos participativos para a implantação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e da Nova Agenda Urbana, ambas formuladas no âmbito da Organização das Nações Unidades (ONU).

Acesse as apresentações do evento:

1. ABM – Seminário ODS – 26 de abril de 2019

2. Enap – Seminário ODS – 26 de abril de 2019

3. Cidades Sustentáveis – Seminário ODS – 26 de abril de 2019

4. CGEE – Seminário ODS – 26 de abril de 2019

5. PNUD – Seminário ODS – 26 de abril de 2019

6. FioCruz – Seminário ODS – 26 de abril de 2019

7. FIEP Seminário ODS – 26 de abril de 2019.

8. PMBH – Seminário ODS – 26 de abril de 2019.

9. MMA – Seminário ODS – 26 de abril de 2019

10. IBGE – Seminário ODS – 26 de abril de 2019

 

> Leia Mais...

Sociedade civil ganha “alento” estratégico em meio à pausa na Nova Agenda Urbana

Com a aprovação da Nova Agenda Urbana, que traz uma visão de 20 anos sobre o futuro das cidades sustentáveis, criou inúmeras oportunidades de defesa e organização em torno de questões urbanas. Mas também é um empreendimento maciço e que depende em parte da complicada burocracia das Nações Unidas.

Assim, mais de sete meses após a cúpula em Quito, capital do Equador, os grupos da sociedade civil continuam trabalhando através da estratégia sobre como avançar. Eles estão buscando determinar o melhor caminho para a transição de um papel de advocacia estreito focado nas especificidades da Nova Agenda Urbana para uma posição mais ampla, promovendo a implementação deste acordo global. Enquanto o processo Habitat III operava em um calendário fixo de reuniões e negociações programadas, a implementação da nova estratégia é muito mais nebulosa – encontrando ostensivamente um lugar em qualquer um dos quase 200 países do planeta e inúmeras cidades.

No mês passado, no entanto, um encontro internacional em Nairobi criou uma oportunidade para os defensores da Nova Agenda Urbana, que estão espalhados por todo o mundo, para convergir em um só lugar. O Conselho de Governança bienal da ONU-Habitat reuniu os 58 países que supervisionam a principal agência da U.N. na urbanização para debater os detalhes da implementação da Nova Agenda Urbana. A reunião também proporcionou uma oportunidade para que ONGs e redes se reunissem, atualizem-se mutuamente no seu progresso e estratégias de implantação para implementar a agenda voluntária e não vinculativa.

Para muitos, a semana passada na capital do Quênia foi a primeira vez que se reuniram pessoalmente desde Quito. As reuniões à margem das negociações oficiais vieram, pois os países também continuam a resolver como a implementação da Nova Agenda Urbana será monitorada a nível global. Com o UN-Habitat atualmente em fase de avaliação de alto nível, nenhuma ação significativa a este respeito é esperada até o final do ano.

Mas como a sociedade civil ainda não está totalmente organizada para reunir os governos nacionais e locais para mudar as políticas para o melhoramento das cidades, o atual período de espera pode ser uma benção disfarçada. “Esta pausa nos ajudará a construir a nossa capacidade de alinhar com a Nova Agenda Urbana”, disse Nuno do Rosário, um arquiteto que trabalha com a Associação Moçambicana para Desenvolvimento Urbano, uma ONG. “É uma chance de respirar”.

Ganhos e perdas

Em primeiro lugar, os grupos da sociedade civil que pressionaram fortemente por disposições específicas na Nova Agenda Urbana ainda estão avaliando seus ganhos e perdas. As negociações difíceis do ano passado viram uma enxurrada de idéias propostas nas várias iterações de rascunhos para a Nova Agenda Urbana.

Por sua vez, as respostas da sociedade civil ao acordo foram tão variadas quanto os grupos que as adotaram. As vitórias principais estão sendo vistas em torno, por exemplo, de um novo foco no planejamento urbano, um abraço das políticas urbanas nacionais e um apelo à legislação habilitadora que facilite as finanças municipais, entre outros temas.

Particularmente notável tem sido um foco totalmente novo nos direitos urbanos, especialmente o chamado “direito à cidade”, que nunca antes havia sido acordado como linguagem em um acordo internacional. Um dos pontos mais controversos nas negociações da Nova Agenda Urbana, o direito à cidade é um conceito acadêmico que provocou uma exclamação progressiva que quase descartou conversas várias vezes na estrada para Quito. Uma coalizão chamada de Plataforma Global para o Direito à Cidade liderou os esforços de lobby para inserir linguagem afirmando esse direito com o apoio dos governos brasileiro e equatoriano.

Mas a oposição à proposta era cética. Alguns perguntaram se deveria haver um “direito ao rural” paralelo, enquanto outros expressavam confusão sobre se essa idéia representava um novo direito ou uma síntese de direitos existentes. Muitos apontaram que o direito à cidade não é reconhecido pelos tratados de direitos humanos da U.N.

O documento final diluiu a abordagem do primeiro rascunho. A linguagem do Parágrafo 11, em última análise, diz: “Compartilhamos uma visão de cidades para todos”, observando “os esforços de alguns governos nacionais e locais para consagrar essa visão, referida como direto para a cidade, em suas legislações, declarações políticas e cartas “.

Esta conclusão inicialmente foi vista como um compromisso que manteve o direito à cidade no documento pendurado apenas por uma discussão. Mas, após uma maior reflexão, o coordenador da plataforma de advocacia, Nelson Saule, é mais otimista. “A essência [do direito à cidade] está no parágrafo 13. Essa foi a nossa estratégia. Todos os elementos estão lá”, disse ele.

> Leia Mais...

Compreendendo as dimensões do desenvolvimento sustentável (vídeo)

A Agenda 2030 da ONU e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável não são apenas itens de uma lista. Representam uma abordagem holística para a compreensão e a resolução de problemas da atualidade, ao nos orientar a fazer as perguntas certas no momento certo.

Precisamos considerar vários desafios para descobrir como eles se conectam e se impactam. Mas como isso funciona? Confira neste vídeo do Centro de Conhecimento para o Desenvolvimento Sustentável do UNSSC, a instituição de ensino dos funcionários da ONU, em parceria com a Fundação Simpleshow.

Fonte: Nações Unidas

Vídeo: https://youtu.be/pZ2RsinirlA

> Leia Mais...

Escolas de todo o país vão divulgar vídeos sobre desenvolvimento sustentável

Com linguagem acessível e uma proposta de atividades lúdicas, oito vídeos sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável assumidos por diversos países, entre eles os Brasil, serão apresentados em salas de aula de todo o país. A iniciativa é uma parceria do Ministério da Educação (MEC) com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Ministério de Meio Ambiente.

Os vídeos tem curta duração, de 4 a 10 minutos, e são voltados para estudantes de 7 a 11 anos, do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental.

O debate do assunto nas escolas é uma forma de ajudar o país a alcançar os 17 objetivos e 169 metas de desenvolvimento sustentável definidos em setembro de 2015 durante um evento da ONU. Esses objetivos, que devem ser cumpridos até 2030, abrangem várias áreas, inclusive a da educação. “A educação é uma área que permeia todos os objetivos: meio ambiente, desenvolvimento sustentável, melhores condições de saúde”, ressalta a coordenadora de Educação e Cultura da Unesco Brasil, Rebeca Otero.

Rebeca disse que os vídeos alcançarão novos públicos, como as crianças, fazendo com que conheçam e compreendam o alcance dessas metas, que poderão ser atingidas no decorrer dos anos. Os vídeos têm versão em português, espanhol e inglês. Há também material de apoio para os professores.

Com informações da Agência Brasil

> Leia Mais...

Tecnologia é essencial para Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, diz ONU

As tecnologias de informação e comunicação são fundamentais para a economia moderna e para acelerar o sucesso das ações em andamento em todo o mundo para alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) propostos pelas Nações Unidas. A iniciativa da ONU, já assumida por várias nações, prevê que os ODS devem ser implementados por todos os países até 2030. A informação é da ONU News.

Em uma publicação recente, mais de 20 líderes de agências e programas da ONU partilharam suas perspectivas sobre como e porque a questão é fundamental. O lançamento da publicação coincide com a realização do Fórum Político de Alto Nível das Nações Unidas sobre o Progresso na Implementação dos ODSs, que começou na última segunda-feira (10) e prossegue até 19 de julho próximo na sede da ONU, em Nova York.

Com o tema “Erradicando a pobreza e promovendo prosperidade em um mundo que está mudando”, o fórum está revisando o progresso de seis dos ODSs, incluindo o número 9, que objetiva fomentar a inovação tecnológica e o aumento da infraestrutura, principalmente nos países mais pobres, visando apoiar a população e o desenvolvimento econômico. Embora as tecnologias de informação e comunicação estejam ligadas de forma mais próxima a este ODS, a nova publicação destaca que elas têm um papel fundamental para que todos os 17 objetivos sejam alcançados.

No prefácio da obra, o secretário-geral da ONU, António Guterres, destaca que o impacto da revolução digital está se tornando mais evidente a cada dia. Ele destacou que a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável reconhece o grande potencial da conectividade global para estimular o progresso humano. “O relatório apresenta evidências de como as agências da ONU estão adotando e adaptando as tecnologias de informação e comunicação para maximizar seu impacto e ajudar pessoas que precisam”, frisou.

Cinco pontos

A União Internacional das Telecomunicações (UIT), destaca cinco áreas como lições da publicação. Uma delas é garantir que ninguém seja deixado “offline”. Segundo a agência da ONU, cerca de metade da população do mundo, ou 3,9 bilhões de pessoas, ainda não têm acesso à internet.

Os outros quatro pontos incluem: reconhecer o fator catalizador das tecnologias de informação e comunicação para inovação e mudança; colocar as pessoas em primeiro lugar; desenvolver ações imediatas para alavancar essas tecnologias; e criar novas e inovadoras parcerias.

O relatório foi coordenado pela UIT e escrito em uma ação colaborativa entre 29 programas da ONU, agências especializadas e organizações internacionais. A UIT desenvolveu uma plataforma online que descreve oportunidades para as tecnologias de comunicação e informação em apoio aos ODSs.

Fonte: ONU News

> Leia Mais...

União Europeia abre edital voltado a ações locais de desenvolvimento sustentável

O Programa de Cooperação Urbana Internacional da União Europeia para a América Latina e Caribe lançou edital para apoiar ações locais de desenvolvimento sustentável. O objetivo do programa é incentivar a discussão de temas da Nova Agenda Urbana entre especialistas e autoridades municipais.

Os municípios e consórcios brasileiros poderão receber apoio técnico, treinamento e financiamento em suas ações de combate aos efeitos negativos das mudanças climáticas.

Para participar, os interessados deverão estar atentos aos critérios de seleção e preencher um questionário com informações sobre o consórcio ou município, e suas respectivas agendas de desenvolvimento urbano sustentável. As candidaturas deverão ser enviadas até o dia 30 de julho, para o email info@iuc-la.eu

Clique aqui para ter acesso ao edital.

A Associação Brasileira de Municípios (ABM) também criou um programa para auxiliar os municípios em ações de desenvolvimento sustentável. O Parceria pelo Desenvolvimento Sustentável irá auxiliar de forma gratuita 200 pequenos e médios municípios Brasileiros na implementação dos Objetivos pelo Desenvolvimento Sustentável e da Nova Agenda Urbana. A ação conta com financiamento da União Europeia e parceria do ICLEI e do Programa Cidades Sustentáveis.

Saiba mais sobre o projeto: http://abm.org.br/ods/

Com informações do Portal Federativo 

> Leia Mais...

Montes Claros recebe primeira oficina do Parceria pelo Desenvolvimento Sustentável

Nos dias 13 e 14 de setembro será realizada em Montes Claros (MG) a primeira oficina do projeto Parceria pelo Desenvolvimento Sustentável. Poderão participar os municípios da região que foram selecionados a fazer parte do projeto (lista completa abaixo).

O PDS é uma parceria entre a Associação Brasileira de Municípios (ABM) e o Instituto Pólis irá auxiliar de forma gratuita 200 pequenos e médios municípios Brasileiros na implementação dos Objetivos pelo Desenvolvimento Sustentável e da Nova Agenda Urbana. A ação conta ainda com financiamento da União Europeia e parceria do ICLEI e do Programa Cidades Sustentáveis.

As oficinas de capacitação serão destinadas a gestores, autoridades locais e multiplicadores, que oferecerão o apoio técnico necessário para implementação de planos de desenvolvimento sustentável, tendo como pano de fundo a Agenda 2030. No total, serão promovidas 10 oficinas com duração de 02 dias, realizadas no segundo semestre deste ano e ao longo do próximo ano.

A oficina de Montes Claros será realizada no auditório da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene – AMAMS, localizado na Av. Major Alexandre Rodrigues, 416, Bairro Ibituruna.

Municípios selecionados:

  • Itamarandiba
  • Porteirinha
  • Capelinha
  • Francisco Sá
  • Serro
  • Brasilia de Minas
  • Januaária
  • Monte Azul
  • Araçuai
  • Taiobeiras
  • Buritis
  • Salinas
  • Belo Oriente
  • Guanhães
  • Pompeu
  • Janauba
  • João Pinheiro
  • Carai
  • São João da Ponte
  • Novo Cruzeiro
  • São João do Paraiso
  • Jequitinhonha
  • Medina
  • Buritizeiro
  • Rio Pardo de Minas
  • PedraAzul
  • Espinosa
  • Itaobim
  • Minas Nova
  • Itambacuri
  • Jaiba
  • São Francisco
  • Coração de Jesus
  • Bonito de Minas
> Leia Mais...

ABM participa de Seminário da União Europeia sobre Agenda 2030

Teve início nesta terça-feira (06) com a participação de representantes da Associação Brasileira de Municípios (ABM) o Seminário-consulta à Sociedade Civil: Avanços e Desafios da Agenda 2030 e as Prioridades Futuras da União Europeia. Realizado em Brasília (DF), o evento também conta com a participação de autoridades nacionais, da União Europeia, das Nações Unidas e de representantes do movimento social brasileiro.

Além de avaliar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) pelo Brasil, o evento ainda discute estratégias para disseminar e alinhar a Agenda 2030 às políticas estaduais e municipais.

> Leia Mais...